segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Incenso


Nesse post vou falar sobre o incenso e a prática; os perigos do incenso e como o educador DeRose começou a fabricar seu próprio incenso. 

O incenso não é um artefato místico e sim um recurso natural que nos auxilia a atingir certos fins, variáveis conforme os perfumes e demais elementos constituintes das ervas, resinas, etc., cujas moléculas se desprendem com a queima e evolam, permitindo imediata absorção pela membrana pituitária.
Os perfumes influenciam o emocional, a mente e até o corpo, e a resposta é imediata, tão rápida quanto uma injeção na veia. Por exemplo:
• se você sente um cheiro nauseabundo, o seu estômago embrulha na hora;
• se você sente um perfume sensual, as glândulas sexuais começam a segregar hormônios imediatamente;
• se você sente uma fragrância devocional, é logo arrebatado para estados de consciência que nenhum outro recurso conseguiria desencadear.
Assim, os antigos descobriram que os olores doces eram ótimos para se usar nos mosteiros, pois reduzem o apetite e predispõem ao jejum. Chegaram também à conclusão de que a inalação dos aromas ou dos vapores de certas ervas tinham influência positiva numa série de enfermidades. Quem ignora o efeito do eucalipto no combate às gripes? E quem contestaria o efeito das inalações feitas com ervas, como é o caso da eficaz buchinha-do-norte contra sinusites?
Tudo começou quando passaram a queimar ervas e resinas em locais fechados para manter o ambiente agradável e notaram a ocorrência de efeitos nas pessoas que inalavam suas exalações, variáveis conforme o produto usado. Daí para a frente, foi só uma questão de tempo para catalogar os resultados. Desde então, passaram-se 5000 anos.
Hoje o incenso tem três aplicações distintas. A primeira é a de perfumar. A segunda, são os efeitos sobre as pessoas que o aspiram. A terceira é a purificação de ambientes. Um bom incenso deve ter tudo isso.
É interessante observar que a própria palavra perfume provém do latim per fumum, pela fumaça, fazendo referência à forma pela qual se usava o perfume na antiguidade, ou seja, incensando, queimando ervas e resinas aromáticas.
No nosso caso, a principal finalidade de utilizar o incenso, além do prazer olfativo, é estimular os exercícios respiratórios. Você já notou que quando sente um perfume agradável, a tendência natural é fazer respirações profundas?
A segunda finalidade é a que deu origem a uma divisão da medicina, denominada osmoterapia, ou aromaterapia. Ela procura proporcionar benefícios físicos e psicológicos, inclusive para estados enfermiços. Não trabalhamos com terapia, logo, essa parte é absorvida sob o aspecto da profilaxia.
A terceira finalidade é a que estuda os efeitos do incenso sobre o meio ambiente, no que diz respeito a duas perspectivas. Uma é não poluí-lo, evitando a queima de substâncias prejudiciais à saúde de seres humanos, animais e vegetais, ou à camada de ozônio.
A outra perspectiva dos efeitos sobre o meio ambiente é a que estuda os benefícios obtidos, tais como purificar o ar, reduzir a proliferação de fungos, repelir insetos e até mesmo melhorar a atmosfera psíquica. Atualmente estão sendo desenvolvidas pesquisas a fim de comprovar a teoria de que a fumaça do incenso contém elementos que neutralizam os da fumaça do cigarro. De qualquer forma, já é hábito corrente de muitos não-fumantes acender um incenso toda vez que alguém acende um cigarro em casa ou no escritório. Pelo menos, melhora o odor.
Texto extraído do livro Tratado de Yôga do Educador DeRose.

Apesar de parecer algo tão inofensivo, tome  cuidado com o incenso que você vai acender, pois ele pode ser prejudicial para sua saúde. Segue trechos de um texto publicado na Folha de São Paulo falando sobre os malefícios que o incenso pode causar.


Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

Publicidade
CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.
Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno --substância cancerígena-- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.
Paulo Fehlauer/Folha Imagem

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.
Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.
Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.
A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.
"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."
A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Nas escolas de SwáSthya Yôga você vai ter contato com o Káli-Danda.
Depois de sofrer com os elementos tóxicos dos incensos, o educador DeRose, codificador do SwáSthya Yôga, passou a pesquisar e produzir seus próprios incensos.
Leia abaixo como ele começou:

Como comecei a investigar
Quando jovem exagerei no uso do incenso comum e, como todos continham muitas substâncias químicas, intoxiquei-me. Quando me recuperei, fiquei com a seqüela de uma hipersensibilidade. Por mais que trocasse de marca, voltava a sentir os mesmos sintomas. Até que num dado momento, já havia testado todos os que conseguira encontrar. Não adiantava. Eram todos iguais e a manifestação de sua toxidez variava pouco. Uns davam mais dor de cabeça, outros mais náuseas, outros mais irritação nas vias respiratórias...
Comecei então a estudar na Biblioteca Nacional tudo o que consegui encontrar sobre incenso em livros de química, medicina, perfumaria, magia, história e até arqueologia. Fui à Índia visitar fábricas de incenso e institutos de botânica. As descobertas foram decepcionantes e alarmantes.
O incenso verdadeiro, antigo e natural, era um produto medicinal, bom para a saúde, mas tão caro que nenhuma indústria podia utilizá-lo. Constituía um privilégio dos reis e altos sacerdotes das antigas civilizações. Haja vista a passagem bíblica que relata os presentes levados pelos Magos a Jesus como pújá por ocasião do seu nascimento: ouro, incenso e mirra! As resinas de incenso e mirra são os principais componentes das fórmulas da antiguidade e foram mencionados em pé de igualdade e de valor com o próprio ouro.
Devido ao elevado custo dessas gomas, os fabricantes de incenso deixaram de utilizá-las e passaram a empregar substitutos baratos e inócuos ou até mesmo tóxicos. As fórmulas atualmente são variações em torno da que se segue:
1) um veículo para queima (serragem de madeira, papel, excremento de vaca, ou qualquer outra coisa que queime, não importando o seu efeito);
2) uma cola para dar liga (goma arábica, laca, adragante, breu, cola de amido, colágeno de boi, etc., não importando o seu efeito ou toxidez);
3) um corante verde, vermelho, roxo, etc. (geralmente anilina ou outra tinta);
4) um perfume, geralmente químico (não importando sua toxidez).
Pergunto ao leitor, que efeito pode ter tal fórmula? Que efeito pode ter a queima de serragem, cola, anilina e essência química? Se é só para perfumar, melhor seria usar um borrifador e não queimar nada. Ainda por cima, muitas essências hoje são feitas à base de óleo extraído do petróleo que, queimando, produz monóxido de carbono, o qual é cancerígeno! Sem falar na queima das colas e corantes altamente tóxicos. Além disso, é contra-senso chamar varetas de incenso a um produto que não contém resina de incenso em sua fórmula. Tem tudo, menos incenso.
O mais paradoxal é que são justamente os ecologistas e naturalistas que mais consomem tais produtos extremamente intoxicantes, antiecológicos e agressivos ao meio ambiente!
Tão logo descobri todas essas coisas, parei de utilizar os incensos que havia à venda nas lojas e comecei a queimar as ervas e resinas indicadas pelos antigos alfarrábios, diretamente sobre brasas. Acontece que dava muito mais trabalho preparar as brasas num turíbulo do que acender uma vareta; também fazia muita sujeira, produzia fumaça em excesso e ainda terminava por obrigar o consumo de mais material, o que encarecia bastante.
Era necessário que encontrasse uma solução mais prática e cujo custo fosse viável. Consultei vários químicos, botânicos, ocultistas, mas a ajuda que eles deram foi pequena. A arte de fazer incenso verdadeiro estava perdida.
Então, apelei para o Mestre. Utilizei as técnicas de meditação que já tinham dado certo noutras ocasiões, fixei a mente na idéia de encontrar uma solução para a fórmula do incenso. Bhavajánanda, como canal de contato com o inconsciente coletivo, poderia me conduzir a essa solução.
Não demorou e ela surgiu tão clara e lógica como se sempre a tivesse sabido e necessitasse apenas de uma alavancagem psicológica. Porém, uma coisa é ter a fórmula na cabeça. Outra bem diferente é saber como realizar cada etapa da alquimia das matérias-primas, à qual, só a prática pode conferir domínio perfeito.
Restava, portanto, começar as infindáveis experiências que marcaram essa época. Cada vez que, novamente, dava tudo errado, tinha vontade de desistir, pois o preço do material posto fora era desanimador. Contudo, continuava, impelido pela obstinação em achar o processo.
Comecei por dominar a técnica do solve. Faltava a do et coagula. Tentei utilizar o elemento ar, mas não dava certo. Experimentei o fogo. Pareceu melhor. Entretanto, havia substâncias inflamáveis na fórmula e o fogo podia explodir tudo. Só descobri isso quando um dia fui ver se as varetas já estavam secas e abri o forno um pouco antes da dissipação dos vapores inflamáveis. Ao abrí-lo, entrou oxigênio, o comburente que faltava, e a coisa toda explodiu na minha cara!
Lembro-me até hoje da visão estarrecedora que foi contemplar o surgimento repentino de uma língua de fogo enorme, bem diante dos meus olhos: o deslocamento de ar atirando-me para trás, o calor, o cheiro dos meus cílios, sobrancelhas, barba e cabelos queimados, e a sensação de que talvez tivesse ficado cego. Mas não fiquei.
Com o passar dos anos levei outros sustos semelhantes, porém, acabei me habituando. O primeiro foi o pior.
Finalmente consegui concluir o processo todo, desde a escolha das matérias-primas importadas da Índia, Nepal, Egito, Somália, Etiópia; a combinação dos componentes na proporção ideal e pelo método correto (qualquer erro para menos prejudica o aroma; para mais, não queima); até a solidificação e secagem final sem evaporação para não perder a fragrância natural das resinas.
Quase intuitivamente fui adicionando ou suprimindo determinados componentes. Assim foi com o sal. Ao trocar impressões com vários outros fabricantes de incenso da Índia, todos ficavam aturdidos quando eram informados de que eu utilizava esse componente. Faziam uma cara de quem não estava entendendo nada e perguntavam:
Mas para que o sal se não ajuda na liga, nem no aroma, prejudica na secagem e ainda atrapalha com a presença dos seus cristais quebradiços?
Não adiantava explicar. Estávamos falando de coisas diferentes. Eu queria produzir um incenso iniciático, forte, poderoso, rico em efeitos positivos e isento de toxidez, mesmo que custasse mais caro e exigisse uma manipulação mais trabalhosa, afinal estava produzindo para nosso próprio uso e para o dos nossos discípulos. No entanto os fabricantes precisavam produzir algo que fosse fácil e barato o suficiente para estimular o consumo em larga escala a fim de que desse lucro, pois essa é a razão de ser de qualquer indústria. Então todo componente supérfluo que pudesse ser dispensado, seria um custo a menos, o que conduziu à excessiva simplificação e mesmo à deturpação das suas fórmulas.
Vi que não tinha o que aprender com eles. Desisti do intercâmbio e continuei fazendo nosso incenso de fórmula excelente e caríssima. Minha saúde valia o preço.
Certo dia, na década de 70, uma aluna de São Paulo que participava do nosso curso na Faculdade de Ciências Biopsíquicas, declarou que tinha em seu poder alguns objetos encontrados em escavações arqueológicas no Egito por um parente seu. Ela estava apreensiva com a eventual maldição dos faraós e queria livrar-se deles. Perguntou-me se os queria. Não tenho nenhum interesse especial em coisas do Egito, mas quando soube do que se tratava, aceitei logo todo o lote. Havia amostras de incenso com mais de 3.000 anos! Isso me interessava.
O resultado da análise desse incenso foi emocionante. A fórmula dele também continha sal, carvão e as mesmas resinas da nossa, numa proporção bem semelhante. Como é que eu havia chegado ao mesmo resultado no século vinte, e quase sem fontes de referência? Só podemos atribuir isso ao inconsciente coletivo.
Aí tive uma idéia excitante: dissolvi uma parte do incenso do faraó em uma boa quantidade de álcool e, simbolicamente, passei a colocar uma gota dessa solução em cada partida de incenso que fizesse. Com isso, podia considerar que nosso incenso tinha, a partir de então, partículas de um incenso preparado pelos sacerdotes do antigo Egito, há mais de três milênios! Um princípio homeopático!
A descoberta proporcionada pela análise do incenso egípcio me deu vontade de pesquisar mais na literatura sagrada de vários povos. Tempos depois, entre outras descobertas interessantes, localizei uma referência no Velho Testamento, livro Exodus, capítulo 30, versículo 35, que diz:
"E disto farás incenso, perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal."
(Bíblia, tradução de João Ferreira de Almeida.)
Novamente, a presença do sal.
Até aquela época ainda preparava o incenso só para nosso uso. Alguns alunos gostavam, perguntavam como poderiam obtê-lo e cedíamos sem ônus umas pequenas quantidades a quem se interessasse. Porém, o número de admiradores crescia todos os dias e muitos eram instrutores que, por conseqüência, precisavam de grandes quantidades para usar em suas aulas. Como o custo do incenso era alto, logo chegou o momento em que não pudemos mais oferecê-lo daquela forma. Fomos obrigados a estabelecer um preço e começar a vendê-lo. Assim, o nosso veio a ser o primeiro incenso nacional (na época havia mais três marcas que eram vendidas no Brasil, mas todas produzidas fora do país, duas delas embaladas aqui).
Nosso incenso Kálí-Danda ficava cada vez melhor e mais conhecido. Chegavam pedidos do Brasil todo e de outros países da América do Sul e da Europa. Devido à enorme procura, ele sempre foi um incenso constantemente em falta, o que o tornou mais disputado e contribuiu para consolidar a celebridade que hoje goza entre os conhecedores.
Para reforçar tudo isso, os ocultistas descobriram que ele limpa os ambientes com uma eficácia única. Sensitivos observam que esse incenso purifica e eleva o astral das pessoas e locais. Uma considerável gama de fenômenos indesejáveis cessa imediatamente com o seu uso. Os espíritas declaram que fica muito mais fácil realizar seus trabalhos queimando uma vareta do Kálí-Danda. Vários usuários nos informaram que recolhem suas cinzas e as empregam para friccionar a região dos chakras, com o propósito de estimulá-los. Outros servem-se delas como cicatrizante em ferimentos, aplicam para reduzir afecções de pele, espinhas, cravos, etc. Uma vez que esses usos não nos interessam, não procedemos a nenhuma pesquisa com o objetivo confirmar sua eficácia para tais fins, e tampouco os sugerimos.
Não há produto bom e renomado que não seja logo imitado. Assim, surgiram muitas imitações baratas que acabaram não dando certo, pois não chegavam aos pés do original.
O instrutor, mais do que qualquer pessoa, está atento à qualidade do incenso, uma vez que vai ficar exposto a ele horas e horas, todos os dias. É fundamental que seja um produto puro e bom para a saúde, senão o instrutor é o primeiro a adoecer.
Por isso, continuamos zelosos à rigorosa pureza e superior qualidade das resinas naturais, importadas das melhores procedências, bem como ao cuidado extremo na manipulação até o estágio final. O nosso incenso continua sendo um produto natural e artesanal.
Por outro lado, seus apaixonados admiradores precisam estar cientes de que um produto artesanal dificilmente sai igual duas vezes. Cada fornada tem uma personalidade própria e diferente de todas as anteriores. Varia no tempo da queima ou no perfume, na aparência exterior ou na rigidez da vareta. Muitos fatores contribuem para isso, mas um dos preponderantes é a origem da resina, pois as árvores da Somália produzem gomas diferentes das da Índia ou do Egito, conquanto tenham efeito similar.
Portanto, fica aqui um apelo do alquimista: não pergunte por que uma determinada partida está diferente de outra que você usou antes. Em vez disso, cultive o prazer de comparar as pequenas nuances de um ano para o outro ou até de uma década para a outra. Explore a propriedade do nosso incenso não estragar com o tempo, ainda que seja guardado sem embalagem durante anos. Como os bons vinhos, fica melhor com o envelhecimento. Se ficar úmido, basta deixá-lo um pouco ao sol. Pessoalmente costumamos queimar, de preferência, varetas com mais de dez anos. Sugerimos que você faça o mesmo. Não é difícil. Basta começar desde já a guardar uma reserva para envelhecimento. Depois é só usar os mais antigos e estocar os mais novos.
 DeRose.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Yôga Travel

No dia 24 e 25 de novembro tivemos nosso primeiro Yôga Travel na pousada do Canyon do Guartelá.
Durante a trilha choveu um pouco, mas foi muito divertido.
Os alunos  aprenderam a preparar comidas vegetariana, fazer o neti kriyá* e praticaram muito.

Entre as praticas tivemos: Pratica em dupla, Sat Sanga- pratica de mantras, Sat Chakra- pratica de mentalização e energização e Brahma Muhurta, uma pratica que acontece às 4 horas da manhã, quando a natureza esta se preparando para o dia que vai nascer, há muito prána (bioenergia). 

Se quiser acompanhar todas as fotos, conecte-se conosco no facebook. 

*Neti Kriyá:  O Nêti kriyá é a limpeza das narinas e do seio maxilar com água morna e sal. A água morna serve como vasodilatadora e o sal como anti-séptico; melhorando rinite, sinusite e enxaquecas. Para fazer essa técnica é preciso um lôta. 



























domingo, 26 de agosto de 2012

Yôga Tour's

Nosso segundo Yôga Tour aconteceu no dia 29/09/2012 no Canyon do São Jorge.
Novamente para conferir todas as fotos, conecte-se conosco no facebook.
A seguir, uma foto com todos os participantes que fizeram a trilha.

Clique para aumentar.


O primeiro Yôga tour do estúdio aconteceu no dia 02/09/2012 no parque estadual de Vila Velha.
Para conferir todas as fotos, conecte-se conosco no nosso facebook.
A seguir, uma foto típica da Taça com todos os participantes.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Alimentação vegetariana

No informativo do mês de agosto (postei no facebook) falei um pouco sobre alimentação vegetariana. Como é um tema que da espaço para falar sobre várias coisas, vamos aproveitar esse post para dar dicas de bons lugares para um vegetariano comer, receitas e também dicas para compras no mercado.

Primeiro entenda que há 3 tipos de vegetarianos; e nenhum deles se alimenta de carne, seja ela branca ou vermelha. Existe o vegetarianismo, vegetalianismo e o vegetarismo.

- Vegetarianismo, também chamado de lacto-ovo-vegetarianismo: não come carne.

- Vegetalianismo, também chamado de lacto-vegetarianismo: não come carne e ovos.

- Vegetarismo, também chamado de vegetarianismo puro ou vegan: não como carne, ovos e laticínios.

O vegetariano não come só salada, produtos integrais, sem açúcar e muito menos soja.
A soja é indigesta, desnecessária e contém um excesso de proteínas.

Existe uma variedade de legumes, cereais, hortaliças, frutos, raízes e especiarias, que se forem bem preparados e combinados podem se tornar um manjar dos deuses.

Muitas das dicas que irei postar retirei dos livros: Guia de Alimentação e Culinária vegetariana- Alimentação Ligth e O gourmet vegetariano, os dois da autora Rosângela de Castro.

Você não precisa levar essas dicas ao extremo. Mas para uma boa alimentação, não custa tentar:

- Coma apenas um tipo de proteína por refeição;

- Não misture alimento proteico com amiláceo;

- Coma apenas um tipo de amiláceo por refeição;

- Evite misturar alimentos amiláceos com alimentos ácidos;

- Gorduras, usar sem abusar;

- Comer frutas separadamente (longe das refeições);

- Comer melão ou melancia sozinhos;

- Reduzir sobremesas;

- Deixe para acertar o sal e os temperos no final do cozimento;

- No mercado opte por frutas e legumes menores, eles contêm menos hormônios.

Agora vamos as dicas de lugares. Não deixe de visitar o site: http://contrafile.org, estabelecimentos não vegetarianos para vegetarianos, lugares em Curitiba, mas que da para adaptar em outras cidades.

Para quem gosta de junk food, através desse site, descobri que o Burger King troca o hamburguer por onion ring e fica uma delícia. Fora que a maionese do Burger King é maravilhosa; falando em molho, quem quiser comprar no mercado uma mostarda e um catchup de qualidade, compre da marca heinz.

Voltando aos lugares... Infelizmente, o Au-Au de Ponta Grossa tem a opção vegetariana (salsicha de soja) no cardápio, mas não vende. Comi a opção vegetariana na capital e gostei, apesar do gosto forte de soja, da para matar a vontade de comer cachorro quente.

Esses dias uma aluna comentou que o square burguer também troca a salsicha de carne por outra vegetariana, ainda não fui conferir, se alguém já experimentou, comente o post.

 Para quem gosta de uma alimentação mais saudável, recomendo o restaurante La Taverne, ambiente agradável e comida boa. Fui também por recomendação dos meus alunos no restaurante Batata & Doce, acabei não conhecendo a batata Suíça, pois fui no sábado no horário do almoço que é servido buffet livre, minha primeira impressão foi muito boa, tinham muitas opções para quem não come carne.

Espero suas dicas de lugares e receitas nos comentários. Logo estarei postando minhas receitas favoritas.

Quer saber por que não precisamos de carne? Continue lendo.

Nós não precisamos de carne!

Os seres humanos não têm os dentes afiados necessários para rasgar a carne, mas têm os molares, que trituram alimentos fibrosos como cereais e vegetais. Suas glândulas salivares, bem desenvolvidas, produzem uma saliva alcalina rica em ptialina, enzima necessária à pré-digestão de alimentos de origem vegetal. Seus ácidos estomacais são 20 vezes mais fracos do que os dos carnívoros.

Os intestinos humanos, cujo comprimento é 12 vezes a altura do corpo, podem ser longos porque alimentos vegetais não apodrecem tão rápido e, assim, são eliminados pelo corpo mais lentamente. Como os animais herbívoros, que permanecem muito tempo ao sol colhendo seu alimento, os humanos têm poros na pele para realizar a troca de calor com o ambiente por meio da transpiração.

Além das diferenças fisiológicas e anatômicas, há também as comportamentais. Somos desprovidos do instinto do animal carnívoro, que saliva ao sentir o cheiro de carne crua. Não costumamos farejar nem atacar seres vivos e estraçalhá-los; na verdade, preferimos deixar que outros matem os animais que comeremos e destrinchem seus corpos. Em vez de comer carne crua, preferimos cozinhá-la, assá-la, fritá-la e disfarçá-la com todo tipo de molhos e temperos para que ela não guarde nenhuma semelhança com seu estado original. Em compensação, salivamos ao ver uma fruta madura e sentir o seu perfume, e mesmo que não tenhamos fome somos capazes de comê-la simplesmente porque ela é saborosa.

Você pode ser vegetariano por N motivos: Por você, pelo meio ambiente, pelos animais!

O consumo de carne animal gera desmatamento, desequilíbrio ambiental, poluição e desigualdade social. É também um dos fatores responsáveis pelo aquecimento global .

Todos os anos, bilhões de animais são confinados, torturados e mortos para que você possa sentar-se à mesa e saborear um pedaço de carne.

Comece pela segunda-feira, não custa tentar!

















quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Horários de aula



Horário:
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
8 horas
Iniciantes
SwáSthya
Iniciantes
SwáSthya
-
-
10 horas
Iniciantes
-
Iniciantes
-
-
-
10:30 horas
-
-
-
-
-
Iniciantes/ Treinamento meditação
15:30 horas
Iniciantes
-
Iniciantes
-
-
-
16 horas
-
Iniciantes
-
-
Treinamento de Técnicas corporais
-
16:30 horas
SwáSthya
-
SwáSthya
-
-
-
17 horas
-
SwáSthya
-
-
SwáSthya
-
18 horas
SwáSthya
Iniciantes
SwáSthya
Iniciantes
Treinamento de Técnicas corporais
-
19 horas
Iniciantes
SwáSthya
Iniciantes
SwáSthya
-
-
20 horas
-
Iniciantes
-
Iniciantes
-
-


Iniciantes: é o estágio preliminar, antes do interessado ter acesso ao Yôga propriamente dito. Trabalha exclusivamente o organismo, com efeitos imediatos, intensos e de larga duração, Tem uma proposta descomplicada, sem filosofia, e sem sânscrito, com o intuito de preparar o praticante para o Yôga.
SwáSthya: Yôga antigo. Para ter acesso é necessário fazer o teste de admissão.
Treinamento de técnicas corporais: Aula com ênfase no aumento da força e flexibilidade.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Nosso espaço


Nossa escola é um espaço cultural, preocupado com o bem estar e a qualidade de vida. 
As aulas ocorrem em pequenos grupos ou mesmo individuais. 
Já na sua primeira aula você vai reaprender a respirar, trabalhar técnicas de limpeza e desintoxicação do corpo, vai sentir um aumento do tônus muscular, uma melhora no alongamento e na flexibilidade  articular. Utilizamos uma pratica com permanência, sem repetições, dentro do conforto do praticante em cada uma das técnicas. Durante toda a aula você trabalha uma melhora no equilíbrio, na concentração e foco de tudo o que você faz. E os resultados obtidos são levados também para a sua vida. Você vai aprender a utilizar estas técnicas no seu dia-a-dia. 
Há também uma gostosa descontração induzida pelo instrutor no final da aula, onde você consegue absorver os efeitos das técnicas feitas anteriormente. 
Nos primeiros 3 meses você já percebe algumas mudanças no seu corpo, nas suas emoções e na sua maneira de lidar com tudo que acontece ao seu redor. 
Com o tempo de prática e dedicação, o instrutor começará a colocar aos poucos mais conteúdo filosófico inerente ao contexto deste acervo ancestral de mais de 5000 anos. Onde você vai aprender também a conquistar estados expandidos de consciência e maior lucidez perante a vida.  
Você vai aprender a meditar, a utilizar a sua mente para mentalizar as coisas que você quer conquistar e ver como você pode se tornar um ser humano mais interventivo na sociedade em que vivemos. Tornando-se um exemplo, pois para mudar o mundo de forma efetiva, temos que nos propor a mudar primeiro a nós mesmos.

Texto da Instrutora Tha Lopes, modificado por Carla Amaral.


Agende uma aula experimental.
Rua Cel Bittencourt, 624, Ed Normandi- centro
3027-4456/ 9976-5142




O estúdio de SwáSthya Yôga Ponta Grossa começou a ser fundado em maio de 2011, alugar um espaço, cuidar da papelada para abrir empresa, etc. O primeiro aluno matriculado foi no dia 12/07/2011, é essa a data que utilizamos para contar o aniversário da escola.
Para festejar nosso primeiro aniversário tivemos um Sat Chakra (circulo de energização  e mentalização). Foi o primeiro aniversário de muitos. 
Quanto ao Sat Chakra, espero poder realizar essa poderosa prática em breve. 


Foto do Sat Chakra realizado no dia 11/07/2012